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Caso da Ilha da Trindade:
Comparações preliminares entre as imagens do objeto
por "Marcelo Kunimoto", airsmither@yahoo.com.br
6 de dezembro de 2002
AVISO: Este é um rascunho. Só está sendo divulgado nas listas CA e BURN para discussão. Se tudo correr bem, estas comparações devem ser 'publicadas oficialmente' com as devidas alterações no website CA, também em uma versão em inglês.
Esta página é melhor vista na resolução 1024x768+ (As comparações ficam uma ao lado da outra)
Seguindo o estudo de Martin J. Powell, que por sua vez analisou a alegação do oficial Sunderland de que a imagem do objeto na segunda fotografia da série de fotos está invertida em comparação com a imagem do mesmo nas outras fotos, fiz estas comparações preliminares, ou leigas se preferirem.
As comparações são preliminares porque não foram feitas tendo por base os negativos, ou mesmo as fotografias originais. Ao invés, usou-se como base scans das reproduções na revista UFO n.82, págs 18-19. Elas também são preliminares porque usei no processo de digitalização um scanner doméstico, e principalmente porque eu não sou um perito capaz de realizar análises profissionais. A minha intenção aqui é chamar a atenção de algum perito qualificado que se disponha a olhar com mais cuidado aos pontos que possa indicar, seja para refutá-los ou confirmá-los.
O programa que utilizei para fazer modificações nas imagens foi o Corel Photo Paint 11, portanto a referência a filtros, processos e valores deve ser tomada sempre como se referindo a tal programa (e são fornecidos com a intenção de que, em caso de dúvida, qualquer pessoa possa reproduzir os resultados).
O programa utilizado para fazer as animações foi o Macromedia Flash 5. Nestas animações, ao contrário de algumas anteriores que já fiz, não efetuei nenhum redimensionamento arbitrário das imagens. Ou seja, a única modificação é a rotação, e isto deve servir para analisar de forma preliminar a questão da suposta diferença de tamanhos entre os objetos (isto é, claro, assumindo que todas as imagens reproduzidas na revista UFO o foram na mesma escala).
Imagens base:
As imagens que eu tomei como base estão disponíveis no formato lossless TIFF. Para acessá-las, basta clicar sobre a imagem respectiva abaixo. Os arquivos TIFF têm em torno de 1Mb cada.
As imagens base em TIFF estão como eu as escaneei, sem nenhum processo de redimensionamento, distorção ou manipulação. As imagens abaixo foram redimensionadas para 1/4 do tamanho original.
Deve ser notado que o ângulo com que as imagens foram escaneadas não possui precisão para análise, embora esteja aproximadamente correto ao que está na revista. Para fornecer uma noção da qualidade destas imagens base, também coloco abaixo uma imagem da ilha abaixo do objeto na fotografia 2, tomada com exatamente o mesmo processo usado para capturar as imagens dos objetos. A propósito, todas as imagens dos objetos também foram tomadas com exatamente os mesmos parâmetros (DPI, gamma, brilho, contraste e mesmo tamanho da imagem).
Pedaço da ilha abaixo do objeto em F2:

Transformações nas imagens-base:
- Usando o filtro de transformação 'Threshold'.
- Usando o ajuste 'Contrast Enhancement'
Comparações:
As comparações que coloco abaixo são as que julgo mais curiosas e/ou relevantes. Para evitar induzir o leitor, procurei fornecer também outras variações que estão acessíveis nos links acima. (Em outras palavras, aqui estão as imagens da forma que julgo apoiarem a alegação de que há semelhanças intrigantes entre as imagens do objeto, mas também procurei fornecer nos dois links acima outras imagens que podem não apoiar a alegação).
F1 threshold=100 e F2 threshold=100, girada 180°


F1 threshold=100 e F2 threshold=95, girada 180°


F1 threshold=100 e F3 threshold=130, girada 180°


F1 contrast 60,150 e F2 contrast 60,150, girada 180°


F1 contrast 60,150 e F2 contrast 50,140, girada 180°


F1 contrast 60,150 e F3 contrast 60,150, girada 180°


F1 contrast 60,150 e F3 contrast 120,160, girada 180°


F2 contrast 50,140, girada 180° e F3 contrast 120,160, girada 180°


Animações:
- F1 threshold=100 e F2 threshold=95, girada 180°
- F1 contrast 60,150 e F3 contrast 120,160, girada 180°
Ponderações:
Acredito que a semelhança entre a imagem do objeto entre F1 e F2 é evidenciada de forma clara a partir destas comparações. Um detalhe importante é que, lembrando, eu não redimensionei nem F1 nem F2 para a animação, e ainda assim não acho que esteja exagerando ao dizer que a semelhança é gritante. Seria a semelhança fruto da má qualidade das imagens base usadas aqui? Isso soa improvável, degradações aleatórias não costumam fazer com que a imagem de um objeto pareça semelhante e invertida em duas fotos diferentes. Seria um efeito do próprio OVNI? Também soa improvável, se a imagem fosse simplesmente semelhante talvez pudéssemos imaginar algum efeito (o OVNI emitindo luz própria, envolto em uma onda de choque, névoa ou o que for), mas a imagem do objeto aparenta estar invertida de F1 para F2.
A partir destas comparações, e de algumas outras incluindo a própria comparação de Powell, como leigo opino que esta semelhança entre a imagem do objeto em F1 e F2 é realmente um indício sério de trucagem nas fotos que precisa ser verificado profissionalmente nos negativos ou originais tão logo quanto possível. Se lá estiver presente, o caso da Ilha da Trindade sofrerá uma grande revés em sua credibilidade, e ainda mais, todas as análises profissionais que deixaram de detectar este aspecto, e todos que estudaram o caso ao longo destas décadas terão que admitir ter deixado escapar um indício de trucagem elementar assim.
E agora passamos à F3 e F4. Na animação entre F1 e F3 invertida, parece-me haver alguma semelhança, mas ela não é tão clara quanto entre F1 e F2. Esta suposta semelhança entre a imagem do objeto em F1 e em F3 invertida destoa da própria alegação de Sunderland. Ao que parece, seria a imagem do objeto em F1 a estar invertida em relação a F2 e F3, contradizendo a alegação de Sunderland de que a imagem do objeto em F2 é que estaria invertida em relação a F1 e F3. Uma referência usada para identificar 'inversão' é a mancha retangular (chamada de "domo"), e como vemos nas modificações das imagens nesta página, ela está na parte superior esquerda em F1 e inferior direita em F2 e F3.
F4 realmente não permitiu que eu formasse qualquer opinião. Se F1, F2 e F3 são versões diferentes de uma mesma imagem, tudo levaria a crer que F4 também seria. Mas preciso admitir que se já é mais incerto que F3 seja a mesma imagem de F1 e F2, F4 parece não manter qualquer semelhança com as outras três imagens.
O caso da Ilha da Trindade até hoje não foi suficientemente bem evidenciado como um OVNI real, no sentido de algo desconhecido pela ciência, muito menos como uma nave alienígena. Há bons indícios a favor de sua autenticidade, mas também elementos persuasivos contra ela. No geral, o caso permanece como um legítimo OVNI, ou seja, algo que simplesmente não foi identificado.
Se as ponderações acima forem confirmadas, restará pouca dúvida de que um dos mais famosos casos da ufologia, não só brasileira como mundial, é outra fraude.
FIM